História

Isolada por séculos e considerada a segunda ilha do Mediterrâneo, a Sardegna se tornou uma região extremamente ligada a suas tradições milenares devido sua distância em relação ao continente.

A falta de contato com os povos costeiros da Itália fez com que a ilha se desenvolvesse de maneira autônoma. O povo sardo não possui relato histórico de desbravamentos por mar apesar da sua localização estratégica. Seu povo sempre foi pacato e se constituiu basicamente de pastores e agricultores.

Muitos povos, como os Fenícios, Romanos, Vândalos, Árabes, Genoveses, Pisanos e Espanhóis, invadiram a Sardegna. Seus habitantes, em busca de refúgio, saíram da costa e aventuraram pelo interior montanhoso e de difícil acesso da ilha.

Sua forte ligação com seus costumes e tradições populares é mais vivo do que em muitas outras culturas. Ainda é possível notar o uso de antigos dialetos em algumas regiões. A herança de seus ancestrais pastores e agricultores se manifesta através do artesanato tradicional de tapetes, cestos, cerâmicas, tecidos e bordados.

As línguas mais faladas na Sardenha são o italiano e o sardo, uma língua românica com influências do fenício, do etrusco e doutras línguas do oriente próximo. Embora esteja em decréscimo de falantes, principalmente os jovens de Cagliari, para o italiano, devido a razões oficiais, ainda é muito falada.

Nas regiões nortenhas de Gallura e Sassari, a língua falada é não o sardo mas uma variação do corso. Na ilha de São Pedro (San Pietro), é falado o dialecto linguriano de Génova. Em Alghero, ao norte, é falado também um dialecto medieval do catalão (o nome desta cidade, em catalão, é L'Alguer), como relembrando-nos que a ilha foi uma colónia catalã no passado.

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